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Entrevistando com Seguidores - Convidada Liliane "Lili dos Pódios"

Para abrilhantar o lançamento do nosso projeto ENTREVISTANDO COM SEGUIDORES, honrosamente vamos entrevistar a corredora multicampeã.

Como ela mesma se descreve no seu perfil do instagram, é uma mãe atípica, dentista, atleta de corrida de rua e maratonista. E aos muitos que seguem ela na rede social, sabe-se que ela corre contra uma doença silenciosa, porém muito cruel; digo com propriedade, pois minha mãe era diabética.

Com a ajuda de nossos seguidores, Liliane Jorge Bueno de Camargo, a Lili dos Pódios irá contar com pouco de sua história.


Pergunta dos Seguidores

Valquiria Ramos (@valsramos3r), Três Rios/RJ: O que motiva a praticar atividades físicas?

Liliane: Primeiro de tudo manter minha saúde, e manter o diabetes controlado. A corrida, além de ser o meu remédio, é minha terapia e me faz sentir viva!! Ainda preciso viver muito e com saúde pra cuidar da minha família e dos meus filhos! E ver tantas pessoas que se inspiram em mim, que mandam mensagens, que mandam relatos, também me motiva e muito!!


Du Gutierrez (@gutierrezpersonal), Campinas/SP: o que motiva a manter sua rotina diária de treinos e se já se lesionou ao longo dos anos com corredora?

Liliane: Manter uma rotina diária de treinos realmente não é uma tarefa fácil. Tem os dias que a gente ta cansada, com preguiça ou não está se sentindo bem. Então geralmente pra não deixar cair o ritmo, eu traço uma meta, um foco, um objetivo. Seja uma prova alvo, bater um recorde de tempo numa determinada distância ou em alguma prova específica... assim você sempre tem uma motivação a mais pra treinar. As trocas de experiências entre corredores também ajuda nesse processo.

A respeito de lesão, sim, tive uma lesão no joelho em 2018. Precisei ficar 2 meses sem correr e fiz infinitas sessões de fisioterapia. Graças a Deus me recuperei e foi um processo de muita paciência.


Rodrigo Almeida (@rodrrigoalmeida), Águas de Lindóia/SP: Quais os critérios você utiliza para a escolha de uma prova que irá participar?

Liliane: Eu procuro escolher as provas de acordo com as minhas metas traçadas ou prova alvo. Provas que vão agregar a atingir um objetivo final. Também gosto de provas diferentes em lugares diferentes. Aproveito as provas pra conhecer pessoas novas e lugares novos.


Rivana Rogato (@rivana2104), Sumaré/SP: Qual a verdadeira técnica para diminuir o pace?

Liliane: Você precisa ter um bom treinador, acreditar e seguir a planilha que ele elaborar pra você. Também acredito que pra baixar o pace, você deve se acostumar a fazer treinos em intensidades mais altas. Fazer treinos com percentuais mais elevados do seu VO2 máximo, por exemplo, ajuda o corpo a melhorar a tolerância a acidose, que é uma das reações limitadoras ao exercício mais intenso. Particularmente eu acho que meu pace melhorou muito com os treinos de tiros longos.


Marcel Barbosa (@marcel_corremar), Campinas/SP: Lili, sabemos que você desenvolve com consistência desde os 5km, a distância clássica da corrida, até a maratona. Todas têm seu alto grau de dificuldade, mas qual é a distância em que você se sente mais à vontade na corrida?

Liliane: Com certeza nos 5km me sinto mais forte, mais consistente e é a distancia que eu mais gosto de correr. Gosto muito das provas rápidas!!!


Luiz Tubino (@no_trail_com_tubino), Porto Alegre/RS e Emanuel de Lima (@_manuelzinho), João Pessoa/PB: querem saber se você corre apenas no asfalto ou se também é praticante de trail?

Liliane: Sou mais do asfalto. Bem mais do asfalto, mas já fiz algumas provas de trail e gostei bastante. Pretendo participar de mais provas trails no futuro. Meu único receio no trail é o medo de me machucar, cair em buracos, escorregar em pedras etc... mas as provas que eu participei foram bem marcantes.


Thi Ceccatto (thiceccatto), Americana/SP: Como saber se minha pisada é supinada ou pronada?

Liliane: Existem alguns testes simples e outros mais complexos para analisar o tipo de pisada.

A forma ideal de se examinar uma pisada é a avaliação biomecânica em laboratório de cinemática da corrida.

Você também pode fazer testes com um fisioterapeuta especializado em baropodometria, que é a análise de marcha.


Marco Cardoso (kungfulife7), São Paulo/SP: Qual a maior dificuldade que você enfrentou na sua carreira de corredora até aqui?

Liliane: Acho que a maior dificuldade que tenho é encaixar horários de treino com a vida corrida que eu levo, de profissional e mãe. Tenho menos tempo pra treinar do  que eu gostaria. Costumo dizer que tiro leite de pedra. Faço o que eu posso, mas sei que fica longe do que eu poderia fazer.


Kelly Souza (@nutri_kellysouza), Campinas/SP: quais dicas para corredores amadores que tem dificuldade em controlar a respiração, e por isso o rendimento cai?

Liliane: Respirar melhor é tão importante quanto difícil a corrida. Encontrar um meio (pelo nariz ou pela boca) e um ritmo confortável é bem pessoal. O ideal é manter um ciclo constante de inspiração e expiração em tempos parecidos. E fazer um bom fortalecimento dos músculos que auxiliam o movimento respiratório – abdômen, diafragma, intercostais (entre as costelas) e paravertebrais (costas).


Fer Gois (@ofergois), Vinhedo/SP: já pensou em migrar para o Triatlon?

Liliane: Opa. Já pensei, e inclusive estou pensando nisso. Vamos ver se vai acontecer. O triathlon exige treino de três modalidades. Isso que me segura um pouco devido ao pouco tempo que tenho pra treinar. Mas a vontade existe sim. Inclusive estou namorando a compra de uma bike.


Alana (@vemcomalana), São Paulo/SP: Lili, você algum dia desejou ou imaginou que seria a “Lili dos Pódios”?

Liliane: Não, nunca. Comecei sem nenhuma pretensão de pódio. Eu queria praticar atividade física pra melhorar minha saúde e ponto.  Mas sim, admirava aquelas meninas em cima do pódio. Achava o máximo. Mas nunca imaginei que estaria ali em cima um dia.  Só depois que minhas classificações nas provas foram melhorando, que eu percebi que eu poderia estar ali também. Foi tudo uma conseqüência de muito treino e dedicação.


Anny Karollyne (@karollyneanny), Piracicaba/SP, tem quatro perguntas

1) A Lili é uma grande inspiração. Gostaria de saber se já teve alguém que ela se inspirava? 

Liliane: Ah com certeza. Sigo varias mulheres corredoras, batalhadoras, que me inspiram na internet. E outras próximas a mim também. Alem disso, hoje me inspiro nas minhas seguidoras. Muitas se tornaram amigas e são grandes mulheres.

2) Gostaria de saber qual foi o tempo da sua primeira corrida nos 5km?

Liliane: A minha primeira corrida foi de 6km, 44 min. 

3) Lili como é ser mãe, corredora, ser profissional, ser tudo ao mesmo tempo?

Liliane: Tenho uma rotina puxada. Realmente a gente tem que se virar nos 30. Tem que cuidar de tudo ao mesmo tempo, tipo girando pratos e não deixando nenhum pratinho cair. Graças a Deus tenho ajuda da minha mãe. Ela me da muita força. O tempo tem que ser bem dividido e bem organizado, pra dar tempo de fazer tudo. Costumo escrever num papelzinho enumerando tudo que eu preciso fazer naquele dia.

4) Lili teve algum momento que você pensou em desistir?

Liliane: Nunca. Isso não passou pela minha cabeça. Tenho meus dias tristes, ruins e de desânimo, como todo ser humano. Mas no dia seguinte sacudo a poeira e recomeço. Nunca me deixei entrar nesse pensamento de desistência.

 

Perguntas da Redação

Corridas Externas: O que te levou a praticar a corrida de rua? E como tudo começou?

Liliane: Depois que tive o diagnóstico definitivo do diabetes, meu médico endocrinologista foi bem taxativo que eu precisava praticar atividade física regular. E que o ideal é que me tornasse uma atleta. Que isso ajudaria e muito no tratamento. Foi quando eu decidi iniciar a corrida. Já tinha corrido um pouquinho alguns anos antes, lembrei que eu gostava. Iniciei os treinos com o treinador Bruno Faria da F2 Assessoria Esportiva. Levei os treinos a sério, com disciplina, constância e periodização. Deu certo. Em alguns meses já estava com um bom condicionamento e comecei a evoluir na corrida. Fui aumentando as distâncias e ganhando velocidade. Fiz provas de 5 a 42k e hoje em dia somo com a graça de Deus e ao meu esforço mais de 70 pódios. Tenho muito orgulho da minha trajetória porque sei quanta força de vontade precisei ter para conseguir estas conquistas.


Corridas Externas: Em qual corrida você conquistou seu primeiro pódio?

Liliane: Circuito Corre da Plus Sports na Decathlon em janeiro de 2018.

3º Lugar no geral. Fiquei muito surpresa e feliz neste dia.


Corridas Externas: Quando foi que você se deu conta que dava para se tornar uma corredora de elite e conquistar tantos pódios?

Liliane: Sabe que eu não me considero uma corredora de elite kkkk. Esse apelido “Lili dos pódios” foi um grande amigo (Thi Nazar) que inventou. E eu morro de vergonha até hoje. Lembro que na minha terceira corrida, eu fiquei em 15º lugar no geral. Percebi que se eu melhorasse um pouco já conseguiria melhorar a minha colocação. E isso de sempre tentar melhorar meus próprios tempos, foi me motivando a treinar e evoluir.

Acho muito importante a gente se comparar sempre com a gente mesmo. É isso que eu sempre faço, procuro hoje ser sempre melhor que ontem. E tem dado certo.


Corridas Externas: Nessa quarentena o tem feito para manter a rotina de treino?

Liliane: Continuo fazendo o que posso de fortalecimento em casa pra não machucar. E continuo com treinos de corrida moderados. Não estou treinando com intensidade e não estou preocupado com rendimento e performance durante a pandemia. Quero manter minha saude e manter minha imunidade. E cuidar da minha família. Depois se Deus ajudar a gente volta com tudo. Tudo tem seu tempo e momento certo. Precisamos ter paciência e fé em Deus.


Corridas Externas: Após toda essa turbulência devido a pandemia do COVID-19 passar, qual é a sua prova dos sonhos, que só de estar lá deixará você realizada?

Liliane: Quero fazer minha primeira maratona internacional.

Estava planejado pra 2020 e infelizmente por causa do Coronavírus é um sonho que precisou ser adiado. Ja estava treinada e com tudo pago pra Maratona de Montevideu no Uruguai que aconteceria em 19/4. Fica pro próximo ano ou quando Deus o quiser.


Corridas Externas: Sabemos que um dos grandes motivos de você praticar corrida é por melhor qualidade de vida, já que você é diabética. Que mensagem você gostaria de transmitir para as pessoas que lutam todos os dias contra essa doença silenciosa e que afeta tantas pessoas?

Liliane: Qualquer diagnóstico de doença crônica seja diabetes ou qualquer outra não é uma sentença de morte. Diagnóstico não é destino. Com planejamento e dedicação, a gente consegue dar a volta por cima. O que vai determinar sua saude é o grau de forca de vontade e a maneira que você lida com o seu problema. Devemos encarar de frente e não nos deixar abater. Dificuldades todos temos nessa vida!!! É preciso lutar com as armas que você tem e sempre confiando em Deus. Mas temos que fazer a nossa parte.


Essa foi o nosso primeiro ENTREVISTANDO COM SEGUIDORES.

Gostaria de agradecer a todos os amigos/seguidores que mandaram suas perguntas e aos que acompanharam a nossa live.

Gostaria de agradecer imensamente nossa entrevistada, a primeira. Liliane obrigado por acreditar em nosso projeto, obrigado por ter respondido de bate-pronto que toparia participar dessa nossa entrevista.

E com certeza nos encontraremos pelas corridas.


Espero que todos tenham gostado.


E ai, quem você quer ver aqui em nosso próximo Entrevistando com Seguidores?

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