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CORRIDA & CICLISMO



Para ganhar rendimento nas passadas e pedaladas é essencial adotar outras atividades como parte do programa de treinos. O ciclismo acaba se tornando uma boa opção de muitos corredores, da mesma forma que a corrida é uma alternativa para ciclistas. O principal conceito por trás disso é que, com essas atividade, você aumenta o repertório motor dos movimentos feitos por uma determinada articulação. Enquanto o ciclismo gera adaptações de força importantes para as pernas de quem investe nas passadas. Ele traz grande desenvolvimento da resistência cardiorrespiratória e muscular, e pode ser realizado tanto outdoor quanto indoor. Por ter baixo impacto, a modalidade consegue manter a resistência e o condicionamento dos membros inferiores, além de ajudar na melhora do sistema cardíaco.

Incorporar o ciclismo na rotina dos treinos ajudará o atleta a prevenir algumas das principais lesões relacionadas à corrida, como tendinite, tibialgia (canelite) e fraturas por estresse. Também poupa o joelho, tornozelo e coluna vertebral, que são partes bastante sobrecarregadas durante os treinamentos de corrida. Pedalar pode ser, ainda, a salvação de quem está machucado, pois quem se lesionou e não quer perder o condicionamento pode usar a bike – isso, claro, dependendo do nível da lesado.

Vale ressaltar que a exigência muscular ao pedalar é completamente diferente da corrida, o que pode favorecer o maior equilíbrio muscular das pernas do corredor. Porém, com base no princípio da especificidade do treinamento, o atleta que quer correr melhor deve focar seus treinos na corrida, deixando o ciclismo como descanso ativo ou como uma fuga da rotina pesada dos treinos, visando maior motivação. Então, não busque performance na bike e foque a energia na corrida.

Os corredores mais avançados podem, até mesmo, pedalar no mesmo dia da corrida. Já os iniciantes devem pedalar apenas em dias distintos para evitar grandes desgastes.
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